Sobre redes sociais

Sobre redes sociais.

 

As  redes sociais tem se tornado nas últimas décadas, indiscutivelmente, um local de paixão e ódio em função do grande número de adeptos e usuários gratuitos e pagos.

Esta paixão, minuciosamente capturada pelos milagrosos algoritmos, transformam uso em hábito e hábito em dependência para, claro, se tornar um empreendimento lucrativo.

O que a maioria das pessoas não percebem é a necessidade da “empresa” em tornar todos seus usuários dependentes desta vivência desde a época de ICQ e ORKUT (para quem ainda sabe o que foram estas plataformas; risos).

A genialidade destas pessoas que criaram as tais redes sociais marcaram esta época e, definitivamente, entraram para a história da humanidade formatando um novo mercado e criando uma nova perspectiva de contatos mesmo que em distância.

Com o passar das décadas um novo nível de controle foi instituído na humanidade ocidental baseado exclusivamente nesta “dependência” muito bem arquitetada e calculada com requintes de crueldade e visão no lucro que descobriam poder gerar.

O curioso mesmo é poder presenciar a íntima relação que os ditos usuários contemplam entre um ser biológico e os seres digitais elevando o nível de dependência à possibilidade de felicidade e esta é a definição clássica de “esperança”; esperança é o aumento de potencial baseado em fatos inexistentes.

Antes de prosseguir, porém, se faz necessário explicar a que tipo de potencial me refiro. Este potencial é a indelével sensação de que tudo é possível e realizável pelo único motivo de querer e se sentir capaz.

Prosseguindo no raciocínio, nas redes sociais, por mais trágico que seja o momento, todos são “felizes” e “realizados”. Os “construtores” conseguiram aumentar o potencial individual baseados em fatos inexistentes e, segundo consta, este é exatamente o mesmo efeito de psicotrópicos, anfetaminas e outras drogas físicas para o físico que resultam em movimentos psicológicos

Quem lê este texto conhece com toda certeza alguém que acorda, literalmente, com o celular em rede social vendo post, mensagens e outros que, de alguma forma, acredita na tentativa da plataforma contribuir para seu aumento de potencial, mas, como relatos, toda boa droga dura pouco e, em poucos minutos, numa nova dose é necessária.

Pois bem, temos que lembrar que, segundo pesquisas e informações prestadas por amigos e amigas médicas, como todo “psicotrópico”, as redes sociais alteram a função cerebral, humor, consciência e comportamento levando muitas vezes ao isolamento de convívio pessoal (considerando condições sociais normais e adequadas) e tudo isso com a esperança de uma vida ideal e felicidade contínua demonstrada sem a possibilidade de demonstrar a realidade como é; que o ser humano possui fases, momentos, ciclos e que a “terra prometida” nunca foi encontrada.

A partir deste momento as mesmas frustrações, angústias, desesperos e desequilíbrios vem à tona e ressoam na alma despreparada em busca de, pelo menos, demonstrar felicidade para o alheio e a próxima dose são os minutos de tela de cristal elevando suas sensações ao contato com o “touch screen”.

Se formos pensar em relações verticais onde há um viciado há um traficante.

Após toda sensação de “nirvana” e na desastrosa queda à realidade e quando uma nova “dose’ é “necessária”, ainda mais, quando o “fornecedor” tem certeza absoluta que você está capturado pelo vício já instigado, praticado e confirmado através de centenas de horas de uso qual a melhor tática para passar a lucrar?

Suspender o fornecimento gratuito.

Isso meus pais já me diziam desde a década de 70 como era nas ruas, que “alguém” te ofereceria “algo” gratuito, depois um pouco mais, depois um pouco mais até a hora que a certeza de sua dependência fosse clara e notória para “suspender” o fornecimento.

Levando isso para as redes sociais é justamente no ponto em que você não vê mais suas métricas tendo o desempenho que você estava “acostumado(a)” e, de certa forma, sua “necessidade” de continuar se “mostrando” vencedor atrás de uma tela “líquida”.

Esta reflexão é necessária para que o “poste não faça mais xixi no cachorro”, ou seja, os usuários e as usuárias, gratuitas ou não, precisam ter consciência que o único ser academicamente e empiricamente sociais é o ser humano e que as redes sociais SÓ EXISTEM PORQUE EXISTEM HUMANOS QUE AS ALIMENTAM.

Na década de 90 eu empunhei a bandeira do ser onisciente das redes eletrônicas e, na época, faltou muito pouco mesmo para me internarem rs. Hoje nos deparamos com cálculos de presença virtual, algoritmos, inteligência artificial e, repito, todo um organismo “vivo” que se alimenta da energia dos seres biológicos e os torna dependentes fazendo-os acreditar que os seres biológicos é que existem em função dos seres digitais.

Esta época chegou e estou muito ansioso de encontrar algum dos meus “amigos” que “chacotaram” minha teoria mas este é um outro assunto. O que me levou mesmo a escrever este artigo é a petulância das redes sociais se acharem o ser supremo da humanidade, se colocarem sorrateiramente no lugar da única divindade existente e, neste exato momento, uma epifania me ocorre baseado exclusivamente em observação: Seria este o motivo de tanto esforço de algumas (não todas) redes sociais tentarem substituir os graus de parentesco, família, igreja, leis e filosofia já existentes?

Como já repeti centenas de vezes, o ocidente possui um tripé de constituição forjado no decorrer dos séculos formado por leis romanas, filosofia grega e cristianismo. A partir do momento que o “zoon politikón” (animal político, mais precisamente social, definição de Aristóteles para o ser humano) se depara com a falta de qualquer elemento deste tripé sua necessidade de segurança, muito bem explicada por Maslow, aparece na incauta procura pela substituição para “preencher” o vazio que se formou e essa busca desesperada pode ser preenchida unicamente com o aumento de potencial. Aumento de potencial “fornecido” em muitos casos pelas redes sociais onde tudo tem obrigação de ser belo, ser esperançoso e relativamente fácil.

O alerta que trago neste artigo, 30 anos depois da minha primeira percepção de inversão de reconhecimento planejado, é que os leitores se conscientizem que o elemento mais importante das redes sociais são os humanos, sem os quais as redes não existiriam e que, mais ainda, são as redes sociais que dependem de nós e não nós delas.

Vamos lembrar que, apesar da modernidade e a “necessidade gerada diuturnamente de altos conhecedores de tecnologias” só e somente só existem porque nós OS HUMANOS somos mais, muito mais, essenciais para o planeta terra que as redes sociais.

Se hoje, neste exato momento, uma hecatombe tecnológica ocorrer e toda e qualquer forma de tecnologia desaparecer somos NÓS, OS SERES HUMANOS, quem reconstruirá tudo novamente de acordo com NOSSA VONTADE E NECESSIDADE mas, porém, se o inverso acontecer, não existe, por enquanto, registro de auto gestão e/ou retroalimentação digital para que o “sistema” continue a existir.

Tenha consciência que suas paixões e ódios estão sendo manipulados por algoritmos planejados por gênios que querem sua dependência biológica e orgânica em algo que absolutamente ninguém pode tocar.

Os equívocos da terceirização

Por Ana Claudia Magno.

A lei 13.429/2017 regularizou o trabalho terceirizado e mais recentemente o Supremo Tribunal Federal julgou constitucional a terceirização da atividade –fim da empresa.

Essa modalidade já era permitida desde a reforma trabalhista que entrou em vigor em novembro de 201, porém diante das inúmeras ações trabalhistas que tramitavam no TST, o STF se posicionou favorável pela terceirização, decretando, desta forma, que a terceirização de atividade-fim é constitucional.

Vamos entender o que ocorreu: ao promulgar a Lei 13.429/2017 foram alterados certos dispositivos da lei 6.019/74, incluindo em seu texto um regulamento sobre terceirização, como se fossem institutos iguais, quando, efetivamente, são contratos de natureza diversa.

No trabalho temporário há fornecimento de mão de obra para a tomadora de serviços, por meio de empresa de trabalho temporário, nas hipóteses admitidas pelo sistema jurídico.

Segundo a nova redação do artigo 2º da lei 6019/1994:

“Trabalho temporário é aquele prestado por pessoa física contratada por uma empresa de trabalho temporário que a coloca à disposição de uma empresa tomadora de serviços para atender à necessidade de substituição transitória de pessoal permanente ou à demanda complementar de serviços”

Desta forma o trabalho temporário é prestado por uma empresa de trabalho temporário interposta, a qual, de acordo com o novo artigo 4º da referida lei, é a pessoa jurídica devidamente registrada no Ministério do Trabalho, responsável pela colocação de trabalhadores à disposição de outras empresas temporariamente.

Já o trabalho terceirizado é realizado por uma empresa prestadora de serviços a terceiros, pessoa jurídica de direito privado ou MEI, destinada a prestar serviços determinados e específicos, o que diferencia esse tipo de trabalho do realizado por uma empresa específica de trabalho temporário.

Nesse diapasão observamos que o serviço terceirizado tem sido uma boa saída para que as empresas diminuam seu quadro de funcionários e desta forma “enxuguem” consideravelmente suas despesas com encargos trabalhistas.

Tem havido uma migração cada vez mais crescente de trabalhadores com carteira assinada para o contrato terceirizado. A contratação de MEIs para exercer as funções que antes eram exercidas por este mesmo individuo, representa uma grande ilegalidade jurídica que refletira, indubitavelmente, em centenas de processos trabalhistas.

Determina o art. Art. 5°-C da Lei 13.429/2017:  “Não pode figurar como contratada, nos termos do  art. 4°-A desta Lei, a pessoa jurídica cujos titulares ou sócios tenham, nos últimos dezoito meses, prestado serviços à contratante na qualidade de empregado ou trabalhador sem vínculo empregatício, exceto se os referidos titulares ou sócios forem aposentados.”

Desta forma, já inicialmente, aquele trabalhador que rescindiu seu contrato de trabalho para ser um MEI e prestar serviço com a mesma empresa estará numa relação fora das bases jurídicas legais.

Numa terceirização regular, a empresa prestadora de serviços ou MEI detém a responsabilidade de empregar, dirigir e remunerar, sendo MEI, seria ele próprio o responsável pelo seu trabalho. Não há, portanto, vínculo empregatício entre a empresa tomadora dos serviços e os trabalhadores.

E, como não há vínculo empregatício entre a empresa tomadora e os trabalhadores, também não devem estar presentes nessa relação os requisitos de uma relação de emprego, como a exclusividade,  a subordinação, a pessoalidade, a continuidade, a imparcialidade, o horário de trabalho e o salário. Não é a empresa tomadora que faz a gestão dos trabalhadores. Isso deve ser feito por representantes da empregadora, ou seja, da empresa prestadora dos serviços, ou ainda pelo próprio MEI.

Apesar de não estar no texto próprio da lei o entendimento dos doutrinadores indicam que, num primeiro momento, setores que são formados por profissionais liberais, como advogados e contadores, podem prestar serviços in company, ou seja, até o momento, pelo entendimento, o setor jurídico e contábil podem ser terceirizados e manterem suas atividades dentro da empresa tomadora. Além destes serviços, para exemplificar, as atividades de portaria e limpeza, que exigem menor grau de instrução e consequentemente remuneração também podem ser terceirizadas.

Caso os requisitos da relação de emprego estejam presentes entre a empresa tomadora e os trabalhadores terceirizados ou MEI, a terceirização é irregular. A tomadora dos serviços poderá ser autuada e multada, além de ter que registrar e remunerar os trabalhadores arcando com a atualização e recolhimento de todos os encargos trabalhistas.

Formação de equipes e motivos situacionais.

FORMAÇÃO DE EQUIPES E MOTIVOS SITUACIONAIS 

Por: Daubert Gonçalves*

 

Atualmente existe uma constante cobrança com relação aos métodos de abordagem das equipes de trabalho bem como a comunicação com os diferentes níveis da organização.

É claro que é um assunto muito abordado nas mais variadas disciplinas e cursos, mas ninguém e nenhum dos gurus empresariais cogitam a menor ideia do quanto e até quando essas práticas devem existir.

Apenas com ponto de partida vamos relembrar fatos cotidianos das décadas de 70 e 80.

Lembrando de uma casa dita normal, onde os costumes eram praticados, os pais sendo o centro da família e os filhos responsabilidade dos pais e não empurrados para a escola colocando a culpa da falta de educação das crianças nos professores, enquanto a família assistia televisão, normalmente junta, um filho ou filha pedia para os pais para trocar de canal para um que fosse de sua preferência. Em muitos casos, na maioria deles, a resposta ou seria simplesmente não ou “quando você tiver sua casa coloca onde você quiser”.

Óbvio que hoje essas respostas soam áspera, rude, mal-educada, ou seja, lá o que for, mas, no contexto da época, era o que existia e no que este comportamento resultava?

De forma ampla na fomentação da necessidade de trabalhar por parte dos filhos e conquistarem sua independência para que suas conquistas fossem o motivo de seu trabalho.

Após este período, mais precisamente na década de 90, a maioria dos pais e mães começam a trabalhar para conquistar seu sonho de comodidade e, sim, para seus filhos e filhas, porém, para recompensar suas ausências de casa, pois a partir daí começaram a pagar alguém para cuidar de seus filhos, o centro da família foi totalmente deslocado para a(s) criança(s) que como “patrões” mandavam e desmandavam em casa sobre a pseudo-autoridade da “empregada”. No retorno do trabalho os pais assolados pela culpa da ausência em troca de dinheiro simplesmente reafirmavam esta condição de importância inquestionável das crianças atendendo todos e quaisquer desejos daquele ente querido.

Lógico que essa criança haveria de crescer, e, como todos esperavam, cresceu.

O que foi gerado então em uma boa parcela da população?

Pessoas que pensam que todos na face da terra são obrigados a aguardar sua escolha como ponto fundamental de qualquer relação, seja ela pessoal ou profissional.

Isso não seria problema nenhum caso o mundo inteiro fosse formado APENAS por pessoas desta geração, mas, para o azar do mundo empresarial, isso não ocorre e os conflitos ditos de geração são constantes em função das metodologias. Cito um exemplo:

Um amigo foi escolhido para coordenar um grupo de pessoas mais jovens. Grupo este que possui uma organização interna bem interessante com presidente, secretários, tesoureiros e tantas quantas funções são necessárias.

Como coordenador em primeiro ano, enviou um e-mail para o presidente solicitando algumas informações e para sua surpresa ao invés de receber as respostas das informações a mensagem de retorno “sugeriu” uma reunião presencial ao invés de uma resposta por e-mail.

Não satisfeito o coordenador informou da impossibilidade da reunião presencial, sendo este o motivo de solicitar informações por e-mail. A nova respostas foi a insistência para a reunião presencial e as informações mesmo que eram o motivo do e-mail não vieram.

A conclusão simples e pura desta ocorrência se deve, indubitavelmente, da “necessidade” de cada um fazer como quer e não como precisa ser feito.

Isso tem se refletido em todas as empresas que possuem administradores acima de 40 anos e empregados (empregado quem tem emprego; colaborador não precisa ser assalariado, colabora por voluntariado) abaixo de 35 pois apesar de regras claras, regimentos, organogramas e tantos outros mecanismos de controle interno existentes as pessoas continuam querendo individualizar as necessidades e sociabilizar as culpas.

Em tese o próximo passo seria uma reunião com intuito de resolver este dilema, mas o tempo do coordenador seria ocupado, o tempo do presidente seria ocupado, ocuparia também o tempo do secretário e pessoas que ocupam outros cargos que, por obrigação legal, devem estar na reunião com os cargos de maior importância desta faixa da organização ao invés de resolver tudo com um simples e-mail.

Outra balança a ser ponderada é a disputa de poder. Ora, quem já não esteve com este problema?

Mas, utilizando por um acaso o raciocínio, pra quê disputar poder? Pra quê querer poder?

Este quesito faz parte das construções mais primitivas dentro das famílias, seja pelo irmão acima de você pela antiguidade, seja pelo irmão mais novo querendo se sobressair e não é diferente em ambientes empresariais.

O problema é que em um ambiente empresarial existe o salário (troca do seu tempo por dinheiro) que força a obediência, mas a humanização excessiva dos processos fez que este fator fosse colocado em segunda importância e o tempo gasto para conseguir algo relativamente simples é praticamente o triplo que o necessário.

Os motivos de existirem equipes de alta performance são praticamente três: Alto nível de maturidade do grupo, alto grau de conhecimento específico e disciplina adequada.

A maturidade do grupo é um componente extremamente importante visto a possibilidade de assuntos diversos serem abordados de forma adulta, sem envolvimento emocional e o resultado da solução ocorrer no menor tempo possível, sem perda desnecessária de energia e principalmente tempo.

Com alto nível de conhecimento específico de cada um de seus integrantes traz uma gama infinita de boas soluções, algumas ótimas soluções e uma excelente solução que normalmente é utilizada ao final do processo.

E como era de se esperar a disciplina adequada nada mais é que o resultado da maturidade e conhecimento o que trará para o grupo calma e serenidade para resolver os mais intríncicos problemas.

Além destes fatores internos temos que citar que equipes de alta performance são formadas a partir de escolha criteriosa desde sua seleção, onde uma empresa especializada aplica os métodos corretos para identificar quem mais se aproxima da necessidade da análise do cargo.

Lembramos a diferença entre análise de cargo e descrição de cargo.

A análise de cargo traz um mapa de todos os quesitos que o indivíduo que ocupará o cargo necessita ter para poder desempenhar as tarefas relacionadas à função que será remunerada enquanto a descrição do cargo nada mais é que um documento que descreve quais “atividades” deverão ser desempenhadas durante o tempo que o indivíduo que ocupa o cargo deverá desempenhar.

Depois de analisado o cargo e utilizada uma das formas de seleção (entrevista, prova situacional, prova específica, avaliação psicológica ou dinâmica de grupo), integração e, enfim, o treinamento.

Todos estes processos estão cada vez mais necessários, e necessariamente aplicados por pessoas qualificadas, para que os efeitos causados pelos costumes de formação e época sejam menorizados e haja um bom equilíbrio entre o que o(a) funcionário(a) precisa fazer e o que quer fazer.

De maneira geral as pessoas se dizem ofendidas quando são cobradas de determinadas tarefas, ou, até se retraem quando são lembradas de suas obrigações perante a empresa que as paga mas, como dito anteriormente, houve uma grande inversão de importâncias na formação de duas gerações que, hoje, estão em nosso mercado de trabalho e, não por culpa delas, podem chegar a pensar que são mais importantes que a organização ao invés de terem consciência que uma não existe sem a outra e que o trabalho conjunto é a melhor forma de todos conquistarem os melhores resultados.

Se você leu este “textão” e nasceu depois de 1990 parabéns!!! Existe uma indicação muito boa que o mercado será bem generoso com você!

*Daubert Gonçalves é Graduado em Gestão Pública, MBA em Administração Pública e Gerência de Cidades, Auditor Interno ISO 9001/15 e coordena a estratégia e os trabalhos da equipe do GRUPO TOL.

A gestão de projetos em empresas – Por: Maria do Carmo Moro

Investir em inovações é investir em projetos que tornam sua empresa mais ágil, mais dinâmica e com um diferencial competitivo, pronta para entregar muito mais valor a seus clientes. Para que as empresas possam sobreviver e progredir, elas precisam modificar constantemente seus produtos, serviços, processos e infra-estrutura. A necessidade de processos produtivos e infra-estrutura adequada são fundamentais para o crescimento da empresa ou organização.
A gestão de projetos é uma realidade em economias desenvolvidas há décadas, entretanto, somente nos últimos anos é que as empresas brasileiras despertaram para a necessidade de planejamento e organização de suas pautas. Se não fosse assim, muitas delas provavelmente não teriam sobrevivido à crescente competitividade do mercado.
E o mercado sendo altamente competitivo, as empresas que pretendem destacar-se em meio à concorrência deve: criar, inovar, inventar e desenvolver.
Gerenciar, administrar e coordenar esses projetos envolve planejamento, execução e controle das atividades com aplicações de técnicas, conhecimentos e habilidades para garantir que o projeto tenha sucesso.
Um projeto bem planejado, possui várias etapas para chegar até o resultado desejado, e é o gerenciamento desses esforços que garante que o projeto seja o mais rentável e eficiente, dentro das diversas condições, possibilitando efeitos mais satisfatórios.
O acompanhamento de todo o processo de um projeto é uma tarefa complexa, centralizar todas as etapas, recursos, prazos e envolvidos no projeto, do planejamento até a conclusão e entrega do trabalho. Um gerenciamento de projetos torna mais fácil o acompanhamento e o controle de cada um dos processos: escopo, tempo, custo, qualidade, recursos humanos, comunicações, riscos, aquisições, partes interessadas, integração. O gerente de projetos é o responsável por manter os projetos em ordem, é
ele que planeja, executa e supervisiona todas as etapas para que o projeto se desenvolva sem problemas. Sua função é garantir a sintonia entre todos os elementos envolvidos.