OS “BENEFÍCIOS” DO COVID-19

Por Daubert Gonçalves*

Observar apenas e unicamente as boas oportunidades quando os ventos são favoráveis é, no mínimo, despreparo baseado em um teologismo medieval que, indubitavelmente, rumará para o desastre. Outra perspectiva equivocada é a famosa frase, “Mas sempre fizemos assim”.

Pois bem, o Covid-19 (Corona vírus) veio para comprovar teses medievais, modernas e contemporâneas.

É claro que este texto possui exclusivamente um olhar técnico, não estou vilipendiando as vidas perdidas, os doentes e todo esforço que a raça humana está empreitando para permanecer no planeta, não tenho a pretensão dessa insensibilidade, mas um momento como este é propício para as grandes mudanças e, enfim, tirar-nos da zona de conforto.

Einstein disse que é mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito, este é o momento que veremos vários preconceitos e hábitos serem desintegrados e alterados pois o assunto em voga é sobrevivência e o ser humano só altera seu interior quando algo grave acontece. É claro que quando Lavoisier afirmou que nada se cria, tudo se transforma temos que pensar em qual tipo de transformação queremos, mas, desta vez, temos condições de, pelo menos, indicar o caminho da transformação.

Para discorrer sobre o assunto vou estipular tópicos que serão comentados por classificação profissional e social.

1 – Nova instituição dos direitos iguais.

Essa questão que era amplamente divulgada e discutida em todos os locais presenciais ou virtuais teve uma solução acachapante pois, depois do advento “corona vírus” foi “descoberto” que as minorias não são apenas minorias assim como a maioria não é somente a maioria. Todos foram colocados no seu devido lugar de seres humanos. É claro que existe a diferença de tratamento em função do poder econômico, mas, deitados em uma maca, com a máscara do respirador encravada em sua face tanto faz o seu bolso porque os sentimentos mais profundos foram arrancados de dentro da alma escondida para o consciente e trazidos para o coletivo. Não existe distinção para quem quer viver e sobreviver. Veja hoje nas ruas as pessoas não se preocupam tanto se são brancas, negras, amarelas, vermelhas, heterossexuais, homossexuais, se o cabelo é liso, crespo ou encaracolado; se preocupam se você está de máscara e passou álcool em gel nas mãos ao ponto de, se alguém espirrar por causa do pó do TNT em um supermercado uma “colônia inteira de suricatos” irá olhar naquela direção e escolher entre ficar e correr (felizmente normalmente ficam).

2 – Aprendizado para diminuição dos índices de doenças respiratórias transmissíveis.

Este foi um dos resultados mais benéficos para a sociedade pois a nossa estranheza de ver pessoas circulando com máscaras em fotos tiradas no Japão já não é tão abismal assim. Houve o reconhecimento social e governamental que existe a possibilidade de diminuir as ondas de H1N1 e outras pelo simples uso de máscaras e, consequentemente, diminuir o colapso do sistema de saúde nos períodos de maior incidência destas doenças simplesmente com o uso das máscaras e devida higienização dos veículos do transporte coletivo. As prefeituras poderão, daqui por diante, utilizar o advento do “decreto” para beneficiar a população podendo recomendar e instituir o uso de máscaras em determinados períodos dando ênfase às escolas públicas. A higienização das mãos, seja por álcool em gel como por água e sabão, deverão ser amplamente divulgadas nos ciclos básicos de todas as instituições de ensino. No Japão os professores com máscaras e luvas higienizam os pés das crianças com um pulverizador, as crianças jogam a máscara que veio de casa fora, lavam as mãos, as roupas vaporizadas, a temperatura de olhos, boca e mãos é medida e só então entram na escola. Óbvio que no Brasil poucas medidas serão tomadas neste sentido pois, salvo maior engano, a maioria dos governos municipais e estaduais necessitam de um sistema de saúde alvoroçado para as compras emergenciais e desvios de verbas públicas, mas, mesmo assim, os hábitos serão alterados.

3 – Atualização do sistema educacional.

Existe uma excelente oportunidade de a meritocracia ser a onda do sistema educacional e trazer benefícios imensuráveis para alunos, pais e professores.

Com a utilização do sistema EAD os pais poderão realmente acompanhar o conteúdo que está sendo transferido para seus filhos e a ideologia (qualquer que seja) poderá ser extirpada da vida de nossas crianças. Teremos que resolver a questão social pois a escola é o primeiro instrumento “fora de casa” de convivência social mas existirá um meio termo a ser desenvolvido e seguido. Os princípios de boa convivência serão novamente retomados pelos pais pois, em alguns casos, os “anjinhos” e “anjinhas” são verdadeiros demônios na sala de aula onde não reconhecem a autoridade do(a) professor(a) e seria uma excelente chance de reeducar essas crianças e beneficiar as demais que querem estudar com a ausência das primeiras. Meu pensamento é que deveria haver um “mix” entre presencial e EAD em todas as fases da escola de formação.

José Mateus, cinco anos incompletos, em aula virtual.

Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem

4 – Valorização do profissional

Houve um reconhecimento do profissional que, até muito pouco tempo atrás, só era bom se o carro fosse do ano. Hoje, neste exato momento, o carro nem é visto. As competências e experiências são o diferencial do momento. Quem não se atualizou e ficou apenas esperando o tempo passar vai enfrentar muitas dificuldades para se manter em todas as áreas. Vi uma matéria sobre uma banca de peixes que iniciou seu atendimento delivery com pedidos por whatsapp e um dos sócios admitiu, em alto e bom som, que ficou feliz com o aumento rápido dos pedidos, mas se perdeu nas entregas por não possuir uma estrutura lógica e administrativa para aquela ocasião.

Entendam que se trata de uma banca de feira que vende peixes e a falta de conhecimento foi um fator determinante para os sócios procurarem conhecimento.

Este é um período onde o conhecimento fará grande diferença.

5 – Instituição em larga escala do Home office       

Quando eu era adolescente falei para meu amigo de 1° Colegial Euller: Quando tiver uma empresa vou sair dois dias para trabalhar e ficar cinco em casa. Mal sabíamos que este futuro não estava tão distante assim e só não me avisaram que os outros cinco dias também estaria trabalhando em casa.

Este tema corrobora o anterior; a maioria das “instituições” perceberam que o local onde o profissional realiza suas funções administrativas e muitas vezes práticas não importa. Grandes empresas como Microsoft, Apple, Google e outras já haviam percebido isso tanto que alcançaram topos empresariais por esta característica. Entenderam que um funcionário feliz rende muito mais que um funcionário encabrestado e “pularam” realmente do sistema burocrático para o sistema gerencial.

Em uma sociedade que ainda possui grandes ranços do sistema burocrático, com arquétipos altamente centralizadores e com a preocupação principal no sistema, o covid-19 está contribuindo, e muito, para que a migração para o sistema gerencial das empresas seja implementado e aceito. Não aceitar esta nova “roupagem” vai trazer dificuldades de mobilidade horizontal e vertical para as empesas e para seus integrantes. A eficiência e a eficácia serão testadas aos seus limites e os resultados serão mais importantes do que nunca com relação aos métodos que sempre deverão ser aceitos pela sociedade¹.

¹ A frase “Os fins justificam os meios foi deturpada durante um período de necessidade de controle político e social. A frase completa é: “Os fins justificam os meios desde que o fim seja o bem e os meios aceitos pela sociedade”

*Daubert Gonçalves é Graduado em Gestão Pública, MBA em Administração Pública e Gerência de Cidades, Auditor Interno ISO 9001/15 e coordena a estratégia e os trabalhos da equipe do GRUPO TOL.

OPINIÃO

Por Daubert Gonçalves*

No perfil de Daniel Scott foi deixado o seguinte enunciado.

“Quantas horas um atendente de restaurante do McDonald’s precisa trabalhar para comprar um iPhone 11: EUA = 77 horas Brasil = 833 horas Essa é a grande consequência da nossa baixa produtividade, educação péssima e altos impostos como cereja do bolo. Na sua opinião, como podemos melhorar esse cenário?”

Minha resposta:

Algumas sugestões:

1.      Estabelecemos uma metodologia educacional voltada ao desenvolvimento intelectual ao invés do desenvolvimento de mão de obra.

2.      Pagar professores públicos melhor que políticos

3.      Instalar câmeras com áudio e acesso para todos os pais às salas de aula públicas

4.      Reintegramos através de programas e políticas públicas a mentalidade útil das crianças e jovens para quando forem pais não confundirem seus filhos com presentes por algo que é obrigação, como por exemplo, presentear por passarem de ano, que deverá ser obrigação, ou estes sempre irão procurar “alguma recompensa” por fazerem o correto como acontece com a maioria dos atuais políticos.

5.      Vincular os programas sociais às crianças e seus desempenhos na escola.

6.      Estruturar e instituir escolas de tempo integral com aprendizado esportivo e profissional sendo os dois últimos vinculados ao desempenho educacional com nota mínima 7,5.

7.      Instituir programas de desenvolvimento tecnológico e científico a partir do ensino médio para deixarmos de exportar nossos (as) gênios.

8.      Instituir programa obrigatório de trabalho para adolescentes que não frequentam escola

9.      Pagar policiais melhor que professores e políticos com vantagens sociais para o(a) integrante e família.

10.  Tornar os presídios os piores locais do mundo e demonstrar nas escolas o que as esperarão se não forem cidadãos de bem afinal a sociedade não tem que pagar vida boa para quem não colabora com a sociedade e dissemina a violência.

11.  Instituir programas de vivência em cadeias e presídios para os adolescentes resistentes demonstrando o que os esperará se continuarem a não cumprir suas obrigações como cidadãos.

12.  Instituir um número de identificação civil único

13.  Instituir empresas de fulcro público autossustentáveis para a colocação inicial de trabalhadores e outras para recolocação da dignidade através do trabalho e não do cabresto financeiro.

14.  Reduzir os sistemas de auxílio social para 6 meses com a obrigatoriedade de participação de curso profissionalizante para o (a)(s) adulto (a)(s) e para os outros seis meses (máximo) comprovar busca de colocação no mercado de trabalho com confirmação de entrega de procura pelas empresas e entidades através de protocolo controlado pelo Ministério do Trabalho.

15.  Instituir controles internos de produção.eficazes em todos os órgãos, empresas e autarquias públicas.

16.  Extinguir a estabilidade de funcionários públicos mantendo-os por merecimento baseado no art. 100 do Decreto 200/67.

17.  Instituir os códigos de processos administrativos Municipais, Estaduais e Federais para que haja um prazo legal para cada procedimento em qualquer instância.

18.  Reduzir a carga tributária em todos os setores para ao invés de aumentar os preços dos importados, baixar dos produtos nacionais.

19.  Obrigar, no sistema eleitoral, que postulantes ao cargo de vereador tenham obrigatoriamente, no mínimo, curso técnico na área de administração pública

20.  Obrigar, no sistema eleitoral, que postulantes ao cargo de prefeito e deputados estaduais tenham obrigatoriamente, no mínimo, curso superior na área de administração pública

21.  Obrigar, no sistema eleitoral, que postulantes ao cargo de governador e deputados federais tenha obrigatoriamente, no mínimo, pós-graduação na área de administração pública

22.  Obrigar, no sistema eleitoral, que postulantes ao cargo de senador tenham obrigatoriamente, no mínimo, mestrado na área de administração pública.

23.  Obrigar, no sistema eleitoral, que postulantes ao cargo de presidente tenham obrigatoriamente, no mínimo, doutorado em administração pública

24.  Instituir a obrigatoriedade de sufrágio universal para procuradores municipais, estaduais e federais podendo ser destituídos a cada 4 anos sempre no período central de prefeitos, governadores e presidentes.

25.  Instituir a obrigatoriedade de sufrágio universal para juízes, promotores, desembargadores e ministros do judiciário havendo novas eleições a cada 8 anos nos períodos centrais dos mandatos de senadores.

26.  Extinguir a bipartição de período de mandato de senadores instituindo o prazo máximo de 4 anos.

27.  Reduzir a quantidade de senadores para 2 por estado sendo o terceiro proporcional à participação do estado no PIB.

28.  Instituir a pena de morte para políticos, agentes públicos e funcionários públicos corruptos e julgados comprovadamente culpados em 2ª. Instância com apresentação pública das provas.

29.  Extinguir e proibir a tributação em cascata

30.  Instituir Imposto de Renda para todas as categorias em, no máximo, 5%

31.  Proteger a indústria brasileira com imposto único de no máximo 5% ao invés de estipular 60% de imposto sobre o importado.

32.  Instituir imposto único sobre o trabalhador em 2%

E, enfim, deixar de ser colônia do resto do mundo fornecendo matéria prima e comprando produtos industrializados a preços impraticáveis.

*Daubert Gonçalves é Graduado em Gestão Pública, MBA em Administração Pública e Gerência de Cidades, Auditor Interno ISO 9001/15 e coordena a estratégia e os trabalhos da equipe do GRUPO TOL.

Certificados (diversas áreas): https://www.grupotol.com.br/certificados-daubert-goncalves/

NOTAS SOBRE LIDERANÇA

Por Daubert Gonçalves*

No caudaloso rio da internet encontramos todos as frases, ditados e os mais variados conselhos que, “milagrosamente” vão resolver todos os seus problemas, mas, mesmo com toda essa “inspiração” ainda a maior parte é de transpiração.

Uma das grandes dificuldades para pessoas e empresas é a direção e determinação de liderança pois envolve uma gama infindável de combinações de características e situações que, não raras vezes, acabam indo na contramão da necessidade.

Liderança nada mais é que o fenômeno social que determina a influência entre pessoas dentro de um contexto para um objetivo específico.

Essa Liderança pode ter três estilos básicos:

Autocrática que se caracteriza pela centralização exigindo obediência do grupo com ênfase no lider.

Democrática com abertura para participação dos demais integrantes do grupo com ênfase dividida entre o líder e os subordinados.

Liberal com o mínimo de controle por parte do líder e com ênfase sobre os subordinados.

Mais precisamente no Brasil, em função das batalhas político ideológicas por interesses particulares, é costumeiro dizer que a liderança democrática é a mais indicada para qualquer empresa mas isso não é verdade.

O estilo de liderança tem que ser escolhido de acordo com a situação da empresa bem como a maturidade do grupo envolvido. Vou exemplificar.

Imaginem o seguinte quadro:

Durante uma reunião financeira, com 20 pessoas, onde os especialistas estão discutindo o melhor rumo a ser tomado o alarme de incêndio dispara e sinais de fumaça são notados por todos no andar.

Naquele momento o líder, não obrigatoriamente o chefe, tem que tomar decisões para minimizar os danos e preservar as vidas.

Pensando no objetivo, que é preservar vidas, analisemos de acordo com o tipo de liderança

Supondo que naquele momento seja escolhida a liderança DEMOCRÁTICA (ênfase dividida entre o líder e os subordinados) todos deverão permanecer sentados e, instalada a brainstorming até chegarem a um senso comum todos morrerão.

Escolhendo a liderança LIBERAL (ênfase nos subordinados), onde exceto o líder opinará, dezenove deverão escolher a melhor forma de preservar vidas. Para isso os subgrupos naturais agirão e haverá demora na formação dos grupos e, consequentemente, na decisão e todos morrerão.

Neste caso a liderança AUTOCRÁTICA é a ideal em função do pequeno tempo que a decisão deverá ser tomada alcançado assim o objetivo que diminui o período de resposta das atividades.

Lembrem que liderança autocrática não é sinônimo de ditadura ou satisfação pessoal; liderança democrática não significa colocar tudo em votação e liderança liberal não significa ausência de comando ou abandono do grupo.

Para que haja liderança três elementos são obrigatórios: líder, seguidores e a situação como já foi exemplificado.

O líder traz sua autoridade, seja ela formal ou informal, acompanhada dos traços de personalidade; os seguidores apresentam seus motivos, interesses e maturidade, que veremos em breve, e a situação é o que define não só o tipo de liderança como é o motivo desta existir.

Para definir o estilo de liderança situacional ou contingencial existe dependência obrigatória da habilidade do líder em detectar a necessidade do grupo para que o objetivo seja alcançado e, não raras exceções, pode-se utilizar os três estilos de liderança no mesmo grupo variando, apenas, a situação.

Cada estilo de liderança possui situações ou contingências específicas como nos exemplos abaixo:

Liderança autocrática: Utilizada para integrar funcionários novos e não conhecem o trabalho; com funcionários que não querem colabora e/ou não assumem responsabilidades; pessoas dependentes; situações de risco ou perigo

Liderança democrática: Indicada para condução de funcionários que conhecem bem o serviço; integrantes participativos, responsáveis e comprometidos com o trabalho e resultados; situações que não necessitam decisões imediatas.

Liderança liberal: Grupos onde a autogestão pode ser implementada pois o nível de capacitação dos funcionários é alto bem como o comprometimento com o objetivo.

Faço uma observação no sentido de se haver investimentos de formação nos integrantes do grupo para uma relação inversamente proporcional entre o aumento da comunicação e diminuição no tempo de execução.

*Daubert Gonçalves é Graduado em Gestão Pública, MBA em Administração Pública e Gerência de Cidades, Auditor Interno ISO 9001/15 e coordena a estratégia e os trabalhos da equipe do GRUPO TOL.

MEU MUNDO E O CICLO PDCA

 

 

 

Por Daubert Gonçalves*

Baseado no trabalho de Francis Bacon, aristocrata francês considerado o pai da ciência moderna, o ciclo PDCA tornou-se popular pelo Dr. Edwards Deming, estudioso e considerado mentor do controle de qualidade moderno mas foi o trabalho de Walter Andrew Shewhart, físico e engenheiro que estipulou o “ciclo”.

Pensando em sua área, controle estatístico, Shewhart definiu que o controle estatístico de qualidade devia ser baseado em três etapas, especificação, produção e inspeção. O termo PDCA foi adotado na década de 50 por Deming em uma turnê de palestras pelo Japão que, segundo ele, com os termos em inglês ficariam mais próximos da intenção de Shewhart.

O que na verdade é um ciclo, o PDCA, é tratado no Brasil como matriz, ou seja, unidirecional porém, sua aplicação é intimamente ligada à melhoria contínua, por isso a necessidade de tratar de PDCA como ciclo e não apenas como uma matriz.

Ficou popularmente conhecido como matriz para solução de problemas afastando de sua aplicação original como programa de melhoria.

O trabalho que iniciei (ebook) utilizando ciclo PDCA pensa justamente nesta questão de retorno pois, ao invés de simplesmente repetir novas edições, a intenção é de atualiza-lo anualmente oferecendo um produto com as regras e comunicação do período mais recente.

Os trabalhos intelectuais também ficam restritos aos princípios físicos que impedem a construção do moto contínuo, a energia se dissipa em calor até o ponto de equilíbrio onde as forças se anulam e o indivíduo não consegue mais ir adiante. Por isso a escolha da atualização anual e não semestral como alguns insistem.

Tanto utilizado como ciclo ou como matriz o método PDCA pode e, na minha opinião, deve ser utilizado em todas as oportunidades, por menores que sejam, desde que a necessidade de velocidade permita. Não vamos pensar em PDCA, é claro, na ocorrência de um incêndio e você “do lado” de dentro das chamas mas, indubitavelmente o Corpo de Bombeiros utilizou em algum momento este método para definir e padronizar suas ações.

Como assessor de empresas utilizo e há anos os resultados são extremamente satisfatórios. Como estou focando em uma nova carreira no ramo imobiliário tanto como Avaliador de Imóveis como Corretor de Imóveis utilizar o método PDCA está me mostrando a versatilidade dos níveis Plan, Do, Check e Act principalmente com o uso da mais recente atualização que alterou o Check para Study.

O mercado imobiliário é extremamente dinâmico e, como disse Einstein, querer resultados diferentes agindo da mesma forma é pura loucura.

Nunca é perda de tempo, planeje, faça, estude ou revise e atue. Sua produção será sensivelmente aumentada, mas, lembre, que o centro de tudo continua sendo você.

*Daubert Gonçalves é Graduado em Gestão Pública, MBA em Administração Pública e Gerência de Cidades, Auditor Interno ISO 9001/15 e coordena a estratégia e os trabalhos da equipe do GRUPO TOL.

 

SOBRE REDES SOCIAIS

*Por Daubert Gonçalves

As  redes sociais tem se tornado nas últimas décadas, indiscutivelmente, um local de paixão e ódio em função do grande número de adeptos e usuários gratuitos e pagos.

Esta paixão, minuciosamente capturada pelos milagrosos algoritmos, transformam uso em hábito e hábito em dependência para, claro, se tornar um empreendimento lucrativo.

O que a maioria das pessoas não percebem é a necessidade da “empresa” em tornar todos seus usuários dependentes desta vivência desde a época de ICQ e ORKUT (para quem ainda sabe o que foram estas plataformas; risos).

A genialidade destas pessoas que criaram as tais redes sociais marcaram esta época e, definitivamente, entraram para a história da humanidade formatando um novo mercado e criando uma nova perspectiva de contatos mesmo que em distância.

Com o passar das décadas um novo nível de controle foi instituído na humanidade ocidental baseado exclusivamente nesta “dependência” muito bem arquitetada e calculada com requintes de crueldade e visão no lucro que descobriam poder gerar.

O curioso mesmo é poder presenciar a íntima relação que os ditos usuários contemplam entre um ser biológico e os seres digitais elevando o nível de dependência à possibilidade de felicidade e esta é a definição clássica de “esperança”; esperança é o aumento de potencial baseado em fatos inexistentes.

Antes de prosseguir, porém, se faz necessário explicar a que tipo de potencial me refiro. Este potencial é a indelével sensação de que tudo é possível e realizável pelo único motivo de querer e se sentir capaz.

Prosseguindo no raciocínio, nas redes sociais, por mais trágico que seja o momento, todos são “felizes” e “realizados”. Os “construtores” conseguiram aumentar o potencial individual baseados em fatos inexistentes e, segundo consta, este é exatamente o mesmo efeito de psicotrópicos, anfetaminas e outras drogas físicas para o físico que resultam em movimentos psicológicos

Quem lê este texto conhece com toda certeza alguém que acorda, literalmente, com o celular em rede social vendo post, mensagens e outros que, de alguma forma, acredita na tentativa da plataforma contribuir para seu aumento de potencial, mas, como relatos, toda boa droga dura pouco e, em poucos minutos, numa nova dose é necessária.

Pois bem, temos que lembrar que, segundo pesquisas e informações prestadas por amigos e amigas médicas, como todo “psicotrópico”, as redes sociais alteram a função cerebral, humor, consciência e comportamento levando muitas vezes ao isolamento de convívio pessoal (considerando condições sociais normais e adequadas) e tudo isso com a esperança de uma vida ideal e felicidade contínua demonstrada sem a possibilidade de demonstrar a realidade como é; que o ser humano possui fases, momentos, ciclos e que a “terra prometida” nunca foi encontrada.

A partir deste momento as mesmas frustrações, angústias, desesperos e desequilíbrios vem à tona e ressoam na alma despreparada em busca de, pelo menos, demonstrar felicidade para o alheio e a próxima dose são os minutos de tela de cristal elevando suas sensações ao contato com o “touch screen”.

Se formos pensar em relações verticais onde há um viciado há um traficante.

Após toda sensação de “nirvana” e na desastrosa queda à realidade e quando uma nova “dose’ é “necessária”, ainda mais, quando o “fornecedor” tem certeza absoluta que você está capturado pelo vício já instigado, praticado e confirmado através de centenas de horas de uso qual a melhor tática para passar a lucrar?

Suspender o fornecimento gratuito.

Isso meus pais já me diziam desde a década de 70 como era nas ruas, que “alguém” te ofereceria “algo” gratuito, depois um pouco mais, depois um pouco mais até a hora que a certeza de sua dependência fosse clara e notória para “suspender” o fornecimento.

Levando isso para as redes sociais é justamente no ponto em que você não vê mais suas métricas tendo o desempenho que você estava “acostumado(a)” e, de certa forma, sua “necessidade” de continuar se “mostrando” vencedor atrás de uma tela “líquida”.

Esta reflexão é necessária para que o “poste não faça mais xixi no cachorro”, ou seja, os usuários e as usuárias, gratuitas ou não, precisam ter consciência que o único ser academicamente e empiricamente sociais é o ser humano e que as redes sociais SÓ EXISTEM PORQUE EXISTEM HUMANOS QUE AS ALIMENTAM.

Na década de 90 eu empunhei a bandeira do ser onisciente das redes eletrônicas e, na época, faltou muito pouco mesmo para me internarem rs. Hoje nos deparamos com cálculos de presença virtual, algoritmos, inteligência artificial e, repito, todo um organismo “vivo” que se alimenta da energia dos seres biológicos e os torna dependentes fazendo-os acreditar que os seres biológicos é que existem em função dos seres digitais.

Esta época chegou e estou muito ansioso de encontrar algum dos meus “amigos” que “chacotaram” minha teoria mas este é um outro assunto. O que me levou mesmo a escrever este artigo é a petulância das redes sociais se acharem o ser supremo da humanidade, se colocarem sorrateiramente no lugar da única divindade existente e, neste exato momento, uma epifania me ocorre baseado exclusivamente em observação: Seria este o motivo de tanto esforço de algumas (não todas) redes sociais tentarem substituir os graus de parentesco, família, igreja, leis e filosofia já existentes?

Como já repeti centenas de vezes, o ocidente possui um tripé de constituição forjado no decorrer dos séculos formado por leis romanas, filosofia grega e cristianismo. A partir do momento que o “zoon politikón” (animal político, mais precisamente social, definição de Aristóteles para o ser humano) se depara com a falta de qualquer elemento deste tripé sua necessidade de segurança, muito bem explicada por Maslow, aparece na incauta procura pela substituição para “preencher” o vazio que se formou e essa busca desesperada pode ser preenchida unicamente com o aumento de potencial. Aumento de potencial “fornecido” em muitos casos pelas redes sociais onde tudo tem obrigação de ser belo, ser esperançoso e relativamente fácil.

O alerta que trago neste artigo, 30 anos depois da minha primeira percepção de inversão de reconhecimento planejado, é que os leitores se conscientizem que o elemento mais importante das redes sociais são os humanos, sem os quais as redes não existiriam e que, mais ainda, são as redes sociais que dependem de nós e não nós delas.

Vamos lembrar que, apesar da modernidade e a “necessidade gerada diuturnamente de altos conhecedores de tecnologias” só e somente só existem porque nós OS HUMANOS somos mais, muito mais, essenciais para o planeta terra que as redes sociais.

Se hoje, neste exato momento, uma hecatombe tecnológica ocorrer e toda e qualquer forma de tecnologia desaparecer somos NÓS, OS SERES HUMANOS, quem reconstruirá tudo novamente de acordo com NOSSA VONTADE E NECESSIDADE mas, porém, se o inverso acontecer, não existe, por enquanto, registro de auto gestão e/ou retroalimentação digital para que o “sistema” continue a existir.

Tenha consciência que suas paixões e ódios estão sendo manipulados por algoritmos planejados por gênios que querem sua dependência biológica e orgânica em algo que absolutamente ninguém pode tocar.

*Daubert Gonçalves é Graduado em Gestão Pública, MBA em Administração Pública e Gerência de Cidades, Auditor Interno ISO 9001/15 e coordena a estratégia e os trabalhos da equipe do GRUPO TOL.

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Os equívocos da terceirização

Por Ana Claudia Magno.

A lei 13.429/2017 regularizou o trabalho terceirizado e mais recentemente o Supremo Tribunal Federal julgou constitucional a terceirização da atividade –fim da empresa.

Essa modalidade já era permitida desde a reforma trabalhista que entrou em vigor em novembro de 201, porém diante das inúmeras ações trabalhistas que tramitavam no TST, o STF se posicionou favorável pela terceirização, decretando, desta forma, que a terceirização de atividade-fim é constitucional.

Vamos entender o que ocorreu: ao promulgar a Lei 13.429/2017 foram alterados certos dispositivos da lei 6.019/74, incluindo em seu texto um regulamento sobre terceirização, como se fossem institutos iguais, quando, efetivamente, são contratos de natureza diversa.

No trabalho temporário há fornecimento de mão de obra para a tomadora de serviços, por meio de empresa de trabalho temporário, nas hipóteses admitidas pelo sistema jurídico.

Segundo a nova redação do artigo 2º da lei 6019/1994:

“Trabalho temporário é aquele prestado por pessoa física contratada por uma empresa de trabalho temporário que a coloca à disposição de uma empresa tomadora de serviços para atender à necessidade de substituição transitória de pessoal permanente ou à demanda complementar de serviços”

Desta forma o trabalho temporário é prestado por uma empresa de trabalho temporário interposta, a qual, de acordo com o novo artigo 4º da referida lei, é a pessoa jurídica devidamente registrada no Ministério do Trabalho, responsável pela colocação de trabalhadores à disposição de outras empresas temporariamente.

Já o trabalho terceirizado é realizado por uma empresa prestadora de serviços a terceiros, pessoa jurídica de direito privado ou MEI, destinada a prestar serviços determinados e específicos, o que diferencia esse tipo de trabalho do realizado por uma empresa específica de trabalho temporário.

Nesse diapasão observamos que o serviço terceirizado tem sido uma boa saída para que as empresas diminuam seu quadro de funcionários e desta forma “enxuguem” consideravelmente suas despesas com encargos trabalhistas.

Tem havido uma migração cada vez mais crescente de trabalhadores com carteira assinada para o contrato terceirizado. A contratação de MEIs para exercer as funções que antes eram exercidas por este mesmo individuo, representa uma grande ilegalidade jurídica que refletira, indubitavelmente, em centenas de processos trabalhistas.

Determina o art. Art. 5°-C da Lei 13.429/2017:  “Não pode figurar como contratada, nos termos do  art. 4°-A desta Lei, a pessoa jurídica cujos titulares ou sócios tenham, nos últimos dezoito meses, prestado serviços à contratante na qualidade de empregado ou trabalhador sem vínculo empregatício, exceto se os referidos titulares ou sócios forem aposentados.”

Desta forma, já inicialmente, aquele trabalhador que rescindiu seu contrato de trabalho para ser um MEI e prestar serviço com a mesma empresa estará numa relação fora das bases jurídicas legais.

Numa terceirização regular, a empresa prestadora de serviços ou MEI detém a responsabilidade de empregar, dirigir e remunerar, sendo MEI, seria ele próprio o responsável pelo seu trabalho. Não há, portanto, vínculo empregatício entre a empresa tomadora dos serviços e os trabalhadores.

E, como não há vínculo empregatício entre a empresa tomadora e os trabalhadores, também não devem estar presentes nessa relação os requisitos de uma relação de emprego, como a exclusividade,  a subordinação, a pessoalidade, a continuidade, a imparcialidade, o horário de trabalho e o salário. Não é a empresa tomadora que faz a gestão dos trabalhadores. Isso deve ser feito por representantes da empregadora, ou seja, da empresa prestadora dos serviços, ou ainda pelo próprio MEI.

Apesar de não estar no texto próprio da lei o entendimento dos doutrinadores indicam que, num primeiro momento, setores que são formados por profissionais liberais, como advogados e contadores, podem prestar serviços in company, ou seja, até o momento, pelo entendimento, o setor jurídico e contábil podem ser terceirizados e manterem suas atividades dentro da empresa tomadora. Além destes serviços, para exemplificar, as atividades de portaria e limpeza, que exigem menor grau de instrução e consequentemente remuneração também podem ser terceirizadas.

Caso os requisitos da relação de emprego estejam presentes entre a empresa tomadora e os trabalhadores terceirizados ou MEI, a terceirização é irregular. A tomadora dos serviços poderá ser autuada e multada, além de ter que registrar e remunerar os trabalhadores arcando com a atualização e recolhimento de todos os encargos trabalhistas.

Formação de equipes e motivos situacionais.

FORMAÇÃO DE EQUIPES E MOTIVOS SITUACIONAIS 

Por: Daubert Gonçalves*

 

Atualmente existe uma constante cobrança com relação aos métodos de abordagem das equipes de trabalho bem como a comunicação com os diferentes níveis da organização.

É claro que é um assunto muito abordado nas mais variadas disciplinas e cursos, mas ninguém e nenhum dos gurus empresariais cogitam a menor ideia do quanto e até quando essas práticas devem existir.

Apenas com ponto de partida vamos relembrar fatos cotidianos das décadas de 70 e 80.

Lembrando de uma casa dita normal, onde os costumes eram praticados, os pais sendo o centro da família e os filhos responsabilidade dos pais e não empurrados para a escola colocando a culpa da falta de educação das crianças nos professores, enquanto a família assistia televisão, normalmente junta, um filho ou filha pedia para os pais para trocar de canal para um que fosse de sua preferência. Em muitos casos, na maioria deles, a resposta ou seria simplesmente não ou “quando você tiver sua casa coloca onde você quiser”.

Óbvio que hoje essas respostas soam áspera, rude, mal-educada, ou seja, lá o que for, mas, no contexto da época, era o que existia e no que este comportamento resultava?

De forma ampla na fomentação da necessidade de trabalhar por parte dos filhos e conquistarem sua independência para que suas conquistas fossem o motivo de seu trabalho.

Após este período, mais precisamente na década de 90, a maioria dos pais e mães começam a trabalhar para conquistar seu sonho de comodidade e, sim, para seus filhos e filhas, porém, para recompensar suas ausências de casa, pois a partir daí começaram a pagar alguém para cuidar de seus filhos, o centro da família foi totalmente deslocado para a(s) criança(s) que como “patrões” mandavam e desmandavam em casa sobre a pseudo-autoridade da “empregada”. No retorno do trabalho os pais assolados pela culpa da ausência em troca de dinheiro simplesmente reafirmavam esta condição de importância inquestionável das crianças atendendo todos e quaisquer desejos daquele ente querido.

Lógico que essa criança haveria de crescer, e, como todos esperavam, cresceu.

O que foi gerado então em uma boa parcela da população?

Pessoas que pensam que todos na face da terra são obrigados a aguardar sua escolha como ponto fundamental de qualquer relação, seja ela pessoal ou profissional.

Isso não seria problema nenhum caso o mundo inteiro fosse formado APENAS por pessoas desta geração, mas, para o azar do mundo empresarial, isso não ocorre e os conflitos ditos de geração são constantes em função das metodologias. Cito um exemplo:

Um amigo foi escolhido para coordenar um grupo de pessoas mais jovens. Grupo este que possui uma organização interna bem interessante com presidente, secretários, tesoureiros e tantas quantas funções são necessárias.

Como coordenador em primeiro ano, enviou um e-mail para o presidente solicitando algumas informações e para sua surpresa ao invés de receber as respostas das informações a mensagem de retorno “sugeriu” uma reunião presencial ao invés de uma resposta por e-mail.

Não satisfeito o coordenador informou da impossibilidade da reunião presencial, sendo este o motivo de solicitar informações por e-mail. A nova respostas foi a insistência para a reunião presencial e as informações mesmo que eram o motivo do e-mail não vieram.

A conclusão simples e pura desta ocorrência se deve, indubitavelmente, da “necessidade” de cada um fazer como quer e não como precisa ser feito.

Isso tem se refletido em todas as empresas que possuem administradores acima de 40 anos e empregados (empregado quem tem emprego; colaborador não precisa ser assalariado, colabora por voluntariado) abaixo de 35 pois apesar de regras claras, regimentos, organogramas e tantos outros mecanismos de controle interno existentes as pessoas continuam querendo individualizar as necessidades e sociabilizar as culpas.

Em tese o próximo passo seria uma reunião com intuito de resolver este dilema, mas o tempo do coordenador seria ocupado, o tempo do presidente seria ocupado, ocuparia também o tempo do secretário e pessoas que ocupam outros cargos que, por obrigação legal, devem estar na reunião com os cargos de maior importância desta faixa da organização ao invés de resolver tudo com um simples e-mail.

Outra balança a ser ponderada é a disputa de poder. Ora, quem já não esteve com este problema?

Mas, utilizando por um acaso o raciocínio, pra quê disputar poder? Pra quê querer poder?

Este quesito faz parte das construções mais primitivas dentro das famílias, seja pelo irmão acima de você pela antiguidade, seja pelo irmão mais novo querendo se sobressair e não é diferente em ambientes empresariais.

O problema é que em um ambiente empresarial existe o salário (troca do seu tempo por dinheiro) que força a obediência, mas a humanização excessiva dos processos fez que este fator fosse colocado em segunda importância e o tempo gasto para conseguir algo relativamente simples é praticamente o triplo que o necessário.

Os motivos de existirem equipes de alta performance são praticamente três: Alto nível de maturidade do grupo, alto grau de conhecimento específico e disciplina adequada.

A maturidade do grupo é um componente extremamente importante visto a possibilidade de assuntos diversos serem abordados de forma adulta, sem envolvimento emocional e o resultado da solução ocorrer no menor tempo possível, sem perda desnecessária de energia e principalmente tempo.

Com alto nível de conhecimento específico de cada um de seus integrantes traz uma gama infinita de boas soluções, algumas ótimas soluções e uma excelente solução que normalmente é utilizada ao final do processo.

E como era de se esperar a disciplina adequada nada mais é que o resultado da maturidade e conhecimento o que trará para o grupo calma e serenidade para resolver os mais intríncicos problemas.

Além destes fatores internos temos que citar que equipes de alta performance são formadas a partir de escolha criteriosa desde sua seleção, onde uma empresa especializada aplica os métodos corretos para identificar quem mais se aproxima da necessidade da análise do cargo.

Lembramos a diferença entre análise de cargo e descrição de cargo.

A análise de cargo traz um mapa de todos os quesitos que o indivíduo que ocupará o cargo necessita ter para poder desempenhar as tarefas relacionadas à função que será remunerada enquanto a descrição do cargo nada mais é que um documento que descreve quais “atividades” deverão ser desempenhadas durante o tempo que o indivíduo que ocupa o cargo deverá desempenhar.

Depois de analisado o cargo e utilizada uma das formas de seleção (entrevista, prova situacional, prova específica, avaliação psicológica ou dinâmica de grupo), integração e, enfim, o treinamento.

Todos estes processos estão cada vez mais necessários, e necessariamente aplicados por pessoas qualificadas, para que os efeitos causados pelos costumes de formação e época sejam menorizados e haja um bom equilíbrio entre o que o(a) funcionário(a) precisa fazer e o que quer fazer.

De maneira geral as pessoas se dizem ofendidas quando são cobradas de determinadas tarefas, ou, até se retraem quando são lembradas de suas obrigações perante a empresa que as paga mas, como dito anteriormente, houve uma grande inversão de importâncias na formação de duas gerações que, hoje, estão em nosso mercado de trabalho e, não por culpa delas, podem chegar a pensar que são mais importantes que a organização ao invés de terem consciência que uma não existe sem a outra e que o trabalho conjunto é a melhor forma de todos conquistarem os melhores resultados.

Se você leu este “textão” e nasceu depois de 1990 parabéns!!! Existe uma indicação muito boa que o mercado será bem generoso com você!

*Daubert Gonçalves é Graduado em Gestão Pública, MBA em Administração Pública e Gerência de Cidades, Auditor Interno ISO 9001/15 e coordena a estratégia e os trabalhos da equipe do GRUPO TOL.

A gestão de projetos em empresas – Por: Maria do Carmo Moro

Investir em inovações é investir em projetos que tornam sua empresa mais ágil, mais dinâmica e com um diferencial competitivo, pronta para entregar muito mais valor a seus clientes. Para que as empresas possam sobreviver e progredir, elas precisam modificar constantemente seus produtos, serviços, processos e infra-estrutura. A necessidade de processos produtivos e infra-estrutura adequada são fundamentais para o crescimento da empresa ou organização.
A gestão de projetos é uma realidade em economias desenvolvidas há décadas, entretanto, somente nos últimos anos é que as empresas brasileiras despertaram para a necessidade de planejamento e organização de suas pautas. Se não fosse assim, muitas delas provavelmente não teriam sobrevivido à crescente competitividade do mercado.
E o mercado sendo altamente competitivo, as empresas que pretendem destacar-se em meio à concorrência deve: criar, inovar, inventar e desenvolver.
Gerenciar, administrar e coordenar esses projetos envolve planejamento, execução e controle das atividades com aplicações de técnicas, conhecimentos e habilidades para garantir que o projeto tenha sucesso.
Um projeto bem planejado, possui várias etapas para chegar até o resultado desejado, e é o gerenciamento desses esforços que garante que o projeto seja o mais rentável e eficiente, dentro das diversas condições, possibilitando efeitos mais satisfatórios.
O acompanhamento de todo o processo de um projeto é uma tarefa complexa, centralizar todas as etapas, recursos, prazos e envolvidos no projeto, do planejamento até a conclusão e entrega do trabalho. Um gerenciamento de projetos torna mais fácil o acompanhamento e o controle de cada um dos processos: escopo, tempo, custo, qualidade, recursos humanos, comunicações, riscos, aquisições, partes interessadas, integração. O gerente de projetos é o responsável por manter os projetos em ordem, é
ele que planeja, executa e supervisiona todas as etapas para que o projeto se desenvolva sem problemas. Sua função é garantir a sintonia entre todos os elementos envolvidos.